Artesã sai da informalidade produzindo bonecas de pano

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Olá pessoal, hoje trouxe para vocês uma matéria super interessante e que pode inspirá-las em sua caminhada como artesã, leiam o texto abaixo e me digam o que acharam!

Sair da informalidade é o sonho de muita gente que trabalha por conta própria. Milhares de brasileiros já conquistaram o CNPJ e hoje são empreendedores individuais.
Em Brasília, a artesã Francisca Alves produz as tradicionais bonecas de pano que ainda encantam a geração mais nova, e se formalizou como empreendedora individual.
Para construir o ateliê nos fundos de casa, a artesã investiu R$ 10 mil na compra de matéria-prima e três máquinas de costura. Ela faz cerca de 30 bonecas por mês, por preços que variam entre R$ 15 e R$ 115 – sem contar o valor sentimental.
“Considero uma filha porque eu começo um pano cru sem nada, é só um pano, e aí eu vou modelando e quando eu vou vestindo a roupa, colocando os lacinhos fazendo as tranças no cabelo vai dando vida, então cada uma delas  é como uma filha que esta saindo ai pelo mundo, multiplicação”, conta Francisca.
A artesã se formalizou no ano passado. Agora tem CNPJ e contribui com R$ 35 por mês para ter os benefícios da Previdência Social. Ela também participa de um projeto de capacitação: o Sebrae Empreendedor Individual (SEI).
“Eles estão me colocando para fazer oficinas de como controlar meu dinheiro, de como fazer boas vendas, de como melhorar atendimento ao cliente”, conta Francisca.
A empreendedora, que saiu da casa dos pais, em Chapadinha (MA), com 19 anos e o sonho de ser empregada doméstica, hoje se orgulha do negócio próprio, formalizado e com horário flexível.
“O que eu digo para as pessoas de fora é que acredite em si mesmo e que realmente não espere que as coisas caiam do céu, tem que fazer acontecer”, conta.
Crescimento
Além da longevidade e fortalecimento nos negócios, o empreendedor individual sonha agora em crescimento empresarial como a migração para microempresa.
Foi o que aconteceu com quase 50 mil pessoas, em todo país nos últimos três anos, inclusive com Cláudia Soares, dona de um ateliê também em Brasília. Ela investiu cerca de R$ 20 mil em equipamentos, estoque e móveis. Cresceu, e agora tem uma microempresa.
A empresária ensina patchwork para 25 mulheres, com foco no conforto das alunas e na qualidade do serviço. No ateliê não são utilizados retalhos: as bolsas, colchas e almofadas são feitas com tecidos especiais. O pacote com quatro aulas custa R$ 200. A empresa fatura R$ 80 mil por ano e 80% desse valor vem da demanda do curso.
A empresária faz 30 peças por mês, e vende a preços que vão de R$ 15 a R$ 800. Para crescer nos negócios, ela teve apoio do SEBRAE na criação da identidade visual do ateliê e desenvolvimento de um site.
“Eu acho que o que precisa realmente é persistência, fazer as coisas dentro das normas gerais no caso e ter amor no que faz”, aconselha.
Fonte: G1 Globo

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